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Thread: Documentários sobre Gilberto Freyre2829 days old

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    Default Documentários sobre Gilberto Freyre

    Documentários sobre Gilberto Freyre, grande Pernambucano, um dos mais citados entre aqueles que escreveram sobre o Brasil (só uma curiosidade, o haplogrupo paterno de Gilberto Freyre é o haplogrupo J, veio do Oriente Médio):

    Com o neto dele Gilberto Freyre Neto e o historiador Luiz Felipe Alencastro

    http://www.youtube.com/watch?v=IsFPh...eature=related
    http://www.youtube.com/watch?v=cCumW...eature=related
    http://www.youtube.com/watch?v=x6i3D...eature=related

    Com o cineasta Nelson Pereira do Santos e o historiador, o professor e escritor Joel Rufino dos Santos, com a filha de Gilberto Freyre e também o jornalista Ancelmo Gois:

    http://www.youtube.com/watch?v=kyFkW...eature=related
    http://www.youtube.com/watch?v=YroM1...eature=related
    http://www.youtube.com/watch?v=psGLX...eature=related
    http://www.youtube.com/watch?v=4l3Lr...eature=related

    Fernando Henrique Cardoso, presidente, sobre Gilberto Freyre

    http://www.youtube.com/watch?v=iya-W...eature=related
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  2. The Following 3 Users Say Thank You to Ubirajara For This Useful Post:

    Crypto (2012-08-13), El Andullero (2011-08-24), Hoxxx (2012-11-13)

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  4. #2
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    Esse site aqui é muito bom, tem artigos, entrevistas, material biográfico, e várias outras coisas.

    http://prossiga.bvgf.fgf.org.br/portugues/index.html
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  5. #3
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    Uma pequena demonstração das suas qualidades. Em seu livro "Nordeste" ele aborda a formação do Nordeste, aspectos geográficos, históricos, econômicos e até antropológicos. E vai no ponto. O Brasil, embora seja um país grande, não tem terrenos férteis, via de regra. A exceção são as terras roxas do oeste paulista e norte do Paraná, e, também, as terras de massapê, não tão distantes do litoral nordestino. Foi nessas terras que se desenvolveu a economia do Brasil, no Nordeste - o ciclo do açúcar - durante tanto tempo a região mais próspera do Brasil. E nas outras, no séx. XIX, o ciclo do café, que possibilitou a acumulação de capital e industralização do país.

    Gilberto Freyre sobre as terras de massapê, o ciclo do açúcar e o Brasil: ("Nordeste", Gilberto Freyre, ed. Global, 7ª edição, p. 47, 48 50 e 51):

    "O massapê (...) tem profundidade. É terra doce sem deixar de ser terra firme: o bastante para que nela se construa com solidez engenho, casa e capela. Nessas manchas de terra pegajenta foi possível fundar-se a civilização moderna mais cheia de qualidades, de permanência e ao mesmo tempo de plasticidade que já se fundou nos trópicos. A riqueza do solo era profunda: as gerações de senhores de engenho podiam suceder-se no mesmo engenho; fortalecer-se; criar raízes em casas de pedra-e-cal; não era preciso o nomadismo agrário que se praticou noutras terras, onde o solo era menos fértil, esgotado logo pela monocultura, fez do agricultor quase sempre um cigano à procura de terrra virgem. Um dom-juan de terras. (...) A qualidade do solo, completada pela da atmosfera, condicionou, como talvez nenhum outro elemento, essa especialização regional da colonização da América pelos portugueses que foi a colonização baseada na cana-de-açúcar (...) A verdade é que foi no extremo Nordeste - por extremo Nordeste deve entender-se o trecho da região agrária do Norte que vai de Sergipe ao Ceará - e no Recôncavo Baiano - nas suas melhores terras de barro e húmus - que primeiro se fixaram e tomaram fisionomia brasileira os traços, os valores, as tradições portuguesas que junto com as africanas e as indígenas constituiriam aquele Brasil profundo, que hoje se sente ser o mais brasileiro. O mais brasileiro pelo seu tipo de aristocrata, hoje em decadência, e principalmente pelo seu tipo de homem do povo, já próximo, talvez, de relativa estabilidade. Um homem do povo (...) feito de três sangues, em outras terras tão inimigas - o do branco, o do índio e o do negro. Um negro adaptado como nenhum à lavoura do açúcar e ao clima tropical. Um português também disposto à sedentariedade da agricultura. Um índio que ficou aqui mais no ventre e nos peitos da cabocla gorda e amorosa do que nas mãos e nos pés do homem arisco e inquieto".
    Infelizmente não há como reproduzir tudo. Só lendo o livro mesmo.
    Last edited by Ubirajara; 2011-08-27 at 16:47.
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  6. The Following 2 Users Say Thank You to Ubirajara For This Useful Post:

    El Andullero (2011-08-27), Hoxxx (2012-11-13)

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    Mais sobre Gilberto Freyre (há partes do vídeo em que ele aparece falando):

    http://www.youtube.com/watch?v=xaxpzoIu9QM

    ---------- Post added 2012-02-09 at 13:22 ----------

    Um dos seus poemas mais conhecidos (elogiado até por Manuel Bandeira)

    Bahia de Todos os Santos e de Quase Todos os Pecados

    Bahia de Todos os Santos (e de quase todos os pecados)
    casas trepadas umas por cima das outras
    casas, sobrados, igrejas, como gente se espremendo pra sair num retrato de revista ou jornal
    (vaidade das vaidades! diz o Eclesiastes)
    igrejas gordas (as de Pernambuco são mais magras)
    toda a Bahia é uma maternal cidade gorda
    como se dos ventres empinados dos seus montes
    dos quais saíram tantas cidades do Brasil
    inda outras estivessem para sair
    ar mole oleoso
    cheiro de comida
    cheiro de incenso
    cheiro de mulata
    bafos quentes de sacristias e cozinhas
    panelas fervendo
    temperos ardendo
    o Santíssimo Sacramento se elevando
    mulheres parindo
    cheiro de alfazema
    remédios contra sífilis
    letreiros como este:
    Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo
    (Para sempre! Amém!)
    automóveis a 30$ a hora
    e um ford todo osso sobe qualquer ladeira
    saltando pulando tilintando
    pra depois escorrer sobre o asfalto novo
    que branqueja como dentadura postiça em terra encarnada
    (a terra encarnada de 1500)
    gente da Bahia! preta, parda, roxa, morena
    cor dos bons jacarandás de engenho do Brasil
    (madeira que cupim não rói)
    sem rostos cor de fiambre
    nem corpos cor de peru frio
    Bahia de cores quentes, carnes morenas, gostos picantes
    eu detesto teus oradores, Bahia de Todos os Santos
    teus ruisbarbosas, teus otaviosmangabeiras
    mas gosto das tuas iaiás, tuas mulatas, teus angus
    tabuleiros, flor de papel, candeeirinhos,
    tudo à sombra das tuas igrejas
    todas cheias de anjinhos bochechudos
    sãojões sãojosés meninozinhosdeus
    e com senhoras gordas se confessando a frades mais magros do que eu
    O padre reprimido que há em mim
    se exalta diante de ti Bahia
    e perdoa tuas superstições
    teu comércio de medidas de Nossa Senhora e de Nossossenhores do Bonfim
    e vê no ventre dos teus montes e das tuas mulheres
    conservadores da fé uma vez entregue aos santos
    multiplicadores de cidades cristãs e de criaturas de Deus
    Bahia de Todos os Santos
    Salvador
    São Salvador
    Bahia
    Negras velhas da Bahia
    vendendo mingau angu acarajé
    Negras velhas de xale encarnado
    peitos caídos
    mães das mulatas mais belas dos Brasis
    mulatas de gordo peito em bico como pra dar de mamar a todos os meninos do Brasil.
    Mulatas de mãos quase de anjos
    mãos agradando ioiôs
    criando grandes sinhôs quase iguais aos do Império
    penteando iaiás
    dando cafuné nas sinhás
    enfeitando tabuleiros cabelos santos anjos
    lavando o chão de Nosso Senhor do Bonfim
    pés dançando nus nas chinelas sem meia
    cabeções enfeitados de rendas
    estrelas marinhas de prata
    tetéias de ouro
    balangandãs
    presentes de português
    óleo de coco
    azeite-de-dendê
    Bahia
    Salvador
    São Salvador
    Todos os Santos
    Tomé de Sousa
    Tomés de Sousa
    padres, negros, caboclos
    Mulatas quadrarunas octorunas
    a Primeira Missa
    os malês
    índias nuas
    vergonhas raspadas
    candomblés santidades heresias sodomias
    quase todos os pecados
    ranger de camas-de-vento
    corpos ardendo suando de gozo
    Todos os Santos
    missa das seis
    comunhão
    gênios de Sergipe
    bacharéis de pince-nez
    literatos que lêem Menotti del Picchia e Mário Pinto Serpa
    mulatos de fala fina
    muleques
    capoeiras feiticeiras
    chapéus-do-chile
    Rua Chile
    viva J. J. Seabra morra J. J. Seabra
    Bahia
    Salvador
    São Salvador
    Todos os Santos
    um dia voltarei com vagar ao teu seio moreno brasileiro
    às tuas igrejas onde pregou Vieira moreno hoje cheias de frades ruivos e bons
    aos teus tabuleiros escancarados em x (êsse x é o futuro do Brasil)
    a tuas casas a teus sobrados cheirando a incenso comida alfazema cacau.
    http://prossiga.bvgf.fgf.org.br/port...sias/bahia.htm
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  8. #5
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    Não era esse senhor que apoiava o regime do "Estado Novo" de Salazar??
    Originally Posted by Esekon Kimatt:
    So when you're having sex you never suck on your Tut's toes? Guess i'm a freak on this forum...

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    Ubirajara (2012-02-22)

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    Quote Originally Posted by cafman21 View Post
    Não era esse senhor que apoiava o regime do "Estado Novo" de Salazar??
    Essa é uma pergunta interessante. Acho que ele apoiou sim, embora sua posição fosse ambígua o suficiente para que integrantes dos movimentos que lutavam pela independência de Angola, Moçambique e Cabo Verde, também se valessem do discurso dele. Acho que Gilberto Freyre chegou a defender a presença portuguesa na África e em Goa, bem como o regime de Salazar, embora tenha defendido também uma "comunidade lusófona" ainda que independentes as colônias (o que acho que ele de certa forma vislumbrou que iria acontecer, ainda que alguns analistas digam que ele não tenha visto isso). Na verdade, ele recebeu um convite do governo português da época para visitar as colônias portuguesa assim como a metrópole. No Brasil, ele também era mais vinculado à direita, foi eleito pela UDN, e apoiou o golpe militar de 1964. Tinha sérios conflitos com os sociólogos da USP, que tinham formação marxista. Independentemente das posições dele à época, que são controvertidas, ele escrevia muito bem, com uma maneira criativa e original, e abordou a identidade brasileira diferente do que vinha sendo feito no Brasil, introduzindo novas perspectivas. O conjunto da obra dele é muito bom. E mais, é divertido.
    Last edited by Ubirajara; 2012-02-22 at 01:09.
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    El Andullero (2012-03-26), Hoxxx (2012-11-13)

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    Uma outra das suas poesias famosas, "O outro Brasil que vem aí":

    Eu ouço as vozes
    eu vejo as cores
    eu sinto os passos
    de outro Brasil que vem aí
    mais tropical
    mais fraternal
    mais brasileiro.
    O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados
    terá as cores das produções e dos trabalhos.
    Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças
    terão as cores das profissões e regiões.
    As mulheres do Brasil em vez das cores boreais
    terão as cores variamente tropicais.
    Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil,
    todo brasileiro e não apenas o bacharel ou o doutor
    o preto, o pardo, o roxo e não apenas o branco e o semibranco.
    Qualquer brasileiro poderá governar esse Brasil
    lenhador
    lavrador
    pescador
    vaqueiro
    marinheiro
    funileiro
    carpinteiro
    contanto que seja digno do governo do Brasil
    que tenha olhos para ver pelo Brasil,
    ouvidos para ouvir pelo Brasil
    coragem de morrer pelo Brasil
    ânimo de viver pelo Brasil
    mãos para agir pelo Brasil
    mãos de escultor que saibam lidar com o barro forte e novo dos Brasis
    mãos de engenheiro que lidem com ingresias e tratores europeus e norte-americanos a serviço do Brasil
    mãos sem anéis (que os anéis não deixam o homem criar nem trabalhar).
    mãos livres
    mãos criadoras
    mãos fraternais de todas as cores
    mãos desiguais que trabalham por um Brasil sem Azeredos,
    sem Irineus
    sem Maurícios de Lacerda.
    Sem mãos de jogadores
    nem de especuladores nem de mistificadores.
    Mãos todas de trabalhadores,
    pretas, brancas, pardas, roxas, morenas,
    de artistas
    de escritores
    de operários
    de lavradores
    de pastores
    de mães criando filhos
    de pais ensinando meninos
    de padres benzendo afilhados
    de mestres guiando aprendizes
    de irmãos ajudando irmãos mais moços
    de lavadeiras lavando
    de pedreiros edificando
    de doutores curando
    de cozinheiras cozinhando
    de vaqueiros tirando leite de vacas chamadas comadres dos homens.
    Mãos brasileiras
    brancas, morenas, pretas, pardas, roxas
    tropicais
    sindicais
    fraternais.
    Eu ouço as vozes
    eu vejo as cores
    eu sinto os passos
    desse Brasil que vem aí.
    http://tvbrasil.org.br/eradasutopias...rto-Freyre.pdf
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  15. #9
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    Outras poesias de Gilberto Freyre:

    Nordeste da Cana-de-Açucar

    Nordeste de árvores gordas,
    de gente vagarosa
    e às vezes arredondada quase em sanchos-panças pelo mel de engenho,
    pelo peixe cozido com pirão,
    pelo trabalho parado e sempre o mesmo,
    pela opilação, pela aguardente,
    pela garapa de cana, pelo feijão
    de coco, pelos vermes,
    pela erisipela,
    pelo ócio, pelas doenças que fazem a pessoa
    inchar, pelo próprio mal de comer a terra.

    Nordeste onde nunca deixa de haver uma
    mancha d’água:
    um avanço de mar, rio ou riacho,
    um esverdeado de lagoa.
    Onde a água faz da terra mais mole o que quer:
    inventa ilhas,
    desmancha istmos
    e cabos, altera a seu gosto
    a geografia convencional dos compêndios.
    Nordeste com a cal
    das casas de telha
    tirada das pedras do mar,
    com uma população numerosa vivendo
    de peixe, de marisco e caranguejo.

    Nordeste oleoso,
    onde noite de lua parece escorrer
    um óleo gordo das coisas e pessoas,
    da terra, do cabelo preto das mulatas,
    das árvores lambuzadas de resinas,
    do corpo pardo dos homens que trabalham
    dentro do mar e dos rios,
    na bagaceira dos engenhos,
    no Cais do Apolo, nos trapiches.

    Nordeste de terra gorda e de ar oleoso,
    Nordeste da cana-de-açúcar,
    da casa-grande dos engenhos,
    dos sobrados de azulejo,
    dos mucambos de palha de coqueiro
    ou de coberta de capim-açu.
    Nordeste da primeira fábrica brasileira de açúcar,
    e talvez da primeira casa de pedra e cal,
    da primeira igreja no Brasil,
    da primeira mulher portuguesa criando menino
    e fazendo doce em terra americana,
    do Palmares de Zumbi.

    Nordeste do massapê, da argila, do húmus gorduroso.
    A terra aqui é pegajenta e melada,
    agarra-se aos homens com modos de garanhona,
    mas ao mesmo tempo parece
    sentir gosto em ser pisada e ferida pelos pés
    de gente, pelas patas
    dos bois e dos cavalos.
    Deixa-se docemente marcar até
    pelo pé
    de um menino
    que corra
    empinando um papagaio. Até
    pelas rodas de um cabriolé
    velho que vá
    aos solavancos
    de um engenho
    de fogo morto
    a uma estação
    da Great-Western.
    http://prossiga.bvgf.fgf.org.br/port...da%20_cana.htm

    O Amarelinho

    O Amarelinho bebeu um trago e disse:
    Quem foi que disse que bandeira que tem amarelo é feia?
    Quem foi que disse que amarelo não é macho?
    Quem foi que disse que amarelo não é bamba?
    Mulatas, louras, morenas
    todas gritavam no meio da dança:
    Viva o Brasil!
    Viva o Brasil!
    Viva o Amarelinho!
    http://prossiga.bvgf.fgf.org.br/port...amarelinho.htm

    Menino de Engenho

    O menino de engenho era decerto
    criatura menos sacrificada à gravidade
    de trajo e vida que o nascido nas cidades.
    Nas almanjarras,
    com os moleques
    seus camaradas
    leva-pancadas
    brincava de carrossel
    um carrossel
    a que servia
    de caixa de música
    e cantiga do tangedor.

    Montava a cavalo
    saía pelo mato
    com o moleque
    a pegar curiós.

    No tempo de cana madura
    chupava com delícia os rolêtes
    que lhe torneavam a faca
    os negros do engenho.

    Gostava de fazer navegar
    na água das levadas
    em navios de papel
    moscas e grilos
    personagens dos romances de aventura
    que inventava
    antes de conhecer negras nuas
    e viver seus primeiros romances de amor.
    http://prossiga.bvgf.fgf.org.br/port...no_engenho.htm

    É a do Norte que vem

    Cariocas e gaúchas
    Belezas brasileiríssimas
    Como também as paulistas
    Abram alas batam palmas
    Para a do Norte que vem
    Toda de branco vestida
    Muito sinhá no olhar
    Muito moderna no andar.
    O Norte não é só vaqueiro
    Nem só Joaquim Nabuco
    Não é só casa de engenho
    Nem só Delmiro Gouveia
    É também essa mistura
    De uma graça de outro tempo
    Com o moço Brasil de hoje
    Que leva ao Sul leva ao Centro
    A brasileira do Norte.
    http://prossiga.bvgf.fgf.org.br/port...te_que_vem.htm
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  16. #10
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    Um documentário sobre o lugar em que ele morava, o Solar de Santo Antônio de Apipucos, em Recife. Estive lá quando de uma viagem a Recife:

    http://www.youtube.com/watch?v=dWXFlCxJaug

    Título Original: O Mestre de Apipucos.
    Sinopse: Com roteiro estruturado sobre textos de Gilberto Freyre, o filme documenta a vida diária e o método de trabalho do escritor e sociólogo, em sua casa em Apipucos: seus prazeres gastronômicos, a beleza da moradia, o exercício da intelectualidade e o prazer sem divisões específicas.
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